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OURO DE TOLO - RAUL SEIXAS



Pirita - conhecida como ouro de tolo

Bom dia!
Terça-feira, 19 de junho de 2012


OURO DE TOLO
Letra e música de Raul Seixas



Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...


Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...


Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...


Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...


Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...


Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...


Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...


Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...


É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...


E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...


Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...


Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Raul Seixas


Ouro de Tolo é uma canção de Raul Seixas presente no álbum Krig-ha, Bandolo! de 1973. Foi regravada em 1986 pela banda brasileira Camisa de Vênus, no álbum Correndo o Risco.

O nome Ouro de Tolo é uma alusão às promessas de falsos alquimistas na Idade Média, às quais se dava o nome de ouro de tolo.

Raul Seixas reduz a nada as aspirações da classe média que apoiou o milagre econômico da ditadura ao transpor a ideia para a década de 1970: era um um ouro de tolo a visão religiosa conformista e a euforia do cidadão respeitável gerada por estabilidade social.


Você pode ouvir esta bela canção clicando aqui:
 http://www.kboing.com.br/musica-e-letra/raul-seixas/70093-ouro-do-tolo/
 

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SABETUDO E ZÉ NINGUÉM

Imagem extraída do Facebook - jun - 2012



Bom dia!
Segunda-feira,18 de junho de 2012


SABE TUDO E ZÉ NINGUÉM
Texto de autoria de Mariângela Freitas


Quisera poder escrever com a leveza  de Emmanuel - o Amigo e Guia Espiritual do médium Chico Xavier. Eu o admiro.

Para quem está familiarizado com a literatura espírita e com os textos desse Espírito de tão alta magnitude, sabe bem do que estou falando. E qualquer um pode conhecê-los. Basta pesquisar nos sites de busca e ali estão: Chico, Emmanuel e seus sábios conselhos e ensinamentos.

Faltando-me a sapiência de ambos (Emmanuel e Chico) para escrever este texto que me foi inspirado, trago até aqui,  meu linguajar ainda imaturo e rígido e venho contar uma história que talvez tenha se passado tantas vezes em nosso sertão. Seja este sertão físico ou mental. 

Começa assim: SabeTudo (Esse o nome daquele homem), tomou do seu carro e meteu-se mato adentro. Depois de léguas e léguas no sol e na companhia de cactos escurecidos pelo calor do sertão, parou sob a sombra de um refrescante juazeiro. Ali encontrou uma figura humana: Zé Ninguém - o matuto.

O carro reluzente, porém empoeirado encheu de pedregulhos os pés de Zé Ninguém. SabeTudo desce do carrão e acha que encabulou o matuto velho, este já bem acostumado com essas carroças que a ferrugem um dia vai comer. 

-Bom dia! Fala o bonitão.
 E o feioso responde: Dia!

Aí já aconteceu o choque. O Bonitão, SabeTudo, fica mesmo impressionado com a pobreza do lugar, com o magreza do "retardado", com sua lerdeza de sertanejo enrugado e envelhecido prematuramente.

Daí a conversa:

SabeTudo: Gosta daqui?
Zé Ninguém: É bom.
SabeTudo: E água?
Zé Ninguém: Só quando chove
SabeTudo: Não tem mar por aqui?
Zé Ninguém: Vai ter. Quando ele invadir suas praias. Depois que vocês sufocarem os céus de fumaça, as calotas polares, as geleiras  vão se desmanchar e as águas vão chegar ao sertão. "O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão".
SabeTudo: Sabido você! De onde tirou isso?
Zé Ninguém: Já tem parabólica por aqui.
SabeTudo: E isso foi da TV?
Zé Nínguém: Uma parte. A outra foi dos livros.
SabeTudo: Não me diga que você sabe ler?!
Zé Ninguém: Dá pro gasto. 
SabeTudo: Ah, então é um doutor!!!
Zé Ninguém: Não chego a tanto. 
SabeTudo: O que lhe faz viver nesse fim de mundo? Aqui não tem nada. 
Zé Ninguém: Aonde é o fim do mundo? Quando você está lá no seu mundo, aqui onde moro é o fim do mundo. Mas estando no meu, o fim do mundo é aonde você mora. Estamos nas pontas. Cada ponta é o fim. E dizer que aqui não tem nada, é temeridade.
SabeTudo: Aqui tem alguma coisa? Só vejo solidão, espinhos, pedras, vacas magras, açudes secos, árvores sem vida.
Zé Ninguem: Escute bem, seu moço:
1º- A solidão está na sua mente. Você vê o que está em em você. Sua mente reflete seu mundo. Eu estou preenchido de amor porque assim vejo a Vida.
2º- Os espinhos me servem pra lembrar daqueles que só ferem porque nada mais tem a dar. Portanto são bons companheiros de jornada.
3º- Minhas vacas estão magras, mas não as abandonei porque quando gordas deram leite aos meus filhos.
4º- Sem chuva, os açudes secam mas posso ler em seu leito a lição da fartura e da escassez e isso me faz aprender a conduzir-me bem em dias de felicidade e de amarguras. 
5º- E isto aqui não são árvores sem vida. Elas hibernam. Dormem para acordar no tempo próprio, dando-nos a lição da paciência e da esperança. 
SabeTudo: Você tirou isso de algum almanaque?
Zé Ninguém: Não. Assim como você e seus filhos, também sou um internauta. Navego pelos  mares da sabedoria e do conhecimento todos os dias. Fazemos nossas escolhas. Por quais mares você navega?
SabeTudo: Acho que me equivoquei a seu respeito.
Zé Ninguém: A culpa não é sua. É da minha roupa, do meu cheiro e do carro que não possuo.
SabeTudo: Vou indo. Tenho que seguir viagem.
Zé Ninguém: Vá com Deus!

(O carro não anda. Faltou combustível?)

Zé Ninguém convida SabeTudo para um passeio na velha carroça. Tange o burro com um leve toque de uma comprida vara. E SabeTudo o interroga: - Por que não o açoita? Ele avançaria pelos campos mais depressa. 

Não tenho pressa. Além disso não costumo maltratar os animais.

E SabeTudo, sem nada compreender, porque em sua mente era tudo muito novo e muito confuso, admirou-se da delicadeza com que aquele animal era tratado.

E no trote manso daquele humilde quadrúpede (o burro), no sopro quente dos ventos do sertão, na tarde morna que trazia perfumes exóticos às narinas mais sensíveis, aqueles dois homens encontravam-se recolhidos em seus próprios sonhos, em suas próprias dores e nas meditações mais profundas que só Deus poderá saber.



    







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O PODER MENTAL E ACURA

Célula cancerosa


Bom dia,
Terça-feira, 12 de junho de 2012


O PODER MENTAL E A CURA



Um executivo, que vamos chamar de Antônio Carlos (nome fictício), presidia sua empresa de porte médio com muito trabalho e sucesso, após longos anos de árdua labuta para fazer crescer o seu pequeno empreendimento.

Horas e horas diárias de afazeres foram compensadas com o crescimento da empresa e a descoberta de nichos de mercado que a fizeram prosperar mais rapidamente, nos últimos anos. O executivo em questão tinha pouco tempo para dedicar a si mesmo, à família e a qualquer outra atividade que não fosse relacionada à sua empresa.

Após algum tempo, uma grande empresa vislumbrou na empresa de Antônio Carlos (AC) uma ótima oportunidade de crescimento e, após algumas negociações, fez uma oferta para a compra que o nosso executivo considerou irrecusável.

Levando em consideração que AC deveria permanecer à frente do empreendimento que criara, a proposta era simplesmente o final feliz de duas árduas décadas de trabalho diuturno.

A grande empresa, agora majoritária, tinha normas e regulamentos próprios aos quais Antônio Carlos e todos os seus funcionários passaram a ser subordinados, à exemplo de todos os membros do conglomerado empresarial.

Dentre as principais normas, havia um contrato global de seguro-saúde que obrigava aos executivos do alto escalão, a realização de um "checkup" anual completo, coisa que Antônio Carlos negligenciara por completo.

Sempre desfrutando de boa saúde e energia para o trabalho; dono e presidente da empresa, AC mandava e desmandava e, apesar de, habitualmente, mostrar-se cordial e gentil com seus subordinados, não tinha tempo para nada que não fosse o trabalho. Era um legítimo viciado em trabalho.

 O checkup de AC mostrou aptidão física excepcional para o exercício das funções que estavam em sua esfera de atribuições. Os exames de sangue e a avaliação das funções do coração mostraram resultados normais e adequados à idade do executivo (58 anos).

Entretanto, a radiografia do tórax mostrou uma área sólida na parte superior do pulmão esquerdo, do tamanho aproximado de um limão. Aconselhado a consultar um especialista, AC foi submetido à exames adicionais que incluiram uma biópsia do tumor. Tratava-se de um câncer do pulmão.

Logo após ser informado de que era portador de câncer do pulmão, Antônio Carlos passou a sentir-se cansado, perdeu o apetite e, em menos de dois meses, emagreceu 12 quilos.

Queixava-se frequentemente de dor, no lado esquerdo do peito e tinha tosse. Não raramente, ao tossir, eliminava sangue misturado ao escarro. Apesar das tentativas de sua equipe médica em estabelecer um programa de tratamento para o executivo, seu estado de saúde piorava rapidamente e a cirurgia foi descartada, diante da invasão de gânglios próximos ao tumor.

A quimioterapia ficou reservada para uma fase posterior do tratamento, caso a radioterapia pudesse reduzir a massa tumoral.

Antônio Carlos transformou-se em um indivíduo revoltado, amargurado, sofredor, triste e solitário. Abandonou os poucos amigos que tinha no trabalho e procurava ocultar da família, como se isso fosse possível, a gravidade da sua doença. Aproximadamente 4 meses após o checkup que revelou a presença do câncer, Antônio Carlos faleceu.

Ao explicar à família a gravidade da doença e a velocidade com que a mesma levou o paciente à morte, a filha mais velha de AC lembrou-se de que cerca de 5 anos antes desse episódio, seu pai havia consultado seu médico particular num final de semana, por apresentar sinais de uma forte gripe. Aconselhado a fazer uma radiografia do tórax, AC guardou o exame para mostrar ao clínico, numa próxima consulta. Que não chegara a realizar por ter curado a gripe em dois ou três dias.

Para surpresa de todos, a radiografia realizada há 5 anos mostrava exatamente a mesma imagem do tumor. A localização, o tamanho e as características gerais eram exatamente as mesmas nas duas radiografias, como se uma fosse a cópia fotográfica da outra. A única diferença existente entre os dois momentos da vida desse executivo era o conhecimento da existência do câncer. Enquanto AC desconhecia ser portador da doença, seu sistema de defesa mantinha o tumor estável, quieto, sem produzir qualquer sintoma; como se não existisse.

Desde o momento em que AC teve consciência de que era portador de câncer, sua mente "trabalhou" negativamente. Ao invés de cultivar esperança e acender uma vontade irresistível de lutar com todas as armas possíveis, para vencer a doença, o executivo entregou-se a ela, como se a informação da sua presença representasse uma "sentença de morte".

A desarmonia mental causada pela consciência da presença do câncer, produziu, inconscientemente, o resultado. Os sentimentos e as emoções negativas produzidas, deterioraram as defesas naturais do executivo.

O câncer, agora sem qualquer resistência do seu "hospedeiro", desenvolveu-se rapidamente, até consumir as energias necessárias à manutenção da vida que, em consequência, simplesmente se esgotou.

A nossa mente, como bem ilustra o exemplo do executivo Antônio Carlos, tem o potencial de produzir doenças, sejam da esfera psíquica sejam da esfera física. A especialidade médica que estuda essas doenças é a Medicina Psicossomática.

Mas, do mesmo modo que produz doença, a mente pode produzir saúde. Uma atitude mental positiva, diante de qualquer situação indesejável, pode fazer a diferença. Essa relação entre a mente e o corpo é conhecida desde a mais remota antiguidade. Foi ensinada pela primeira vez, por Hipócrates, considerado o Pai da Medicina.

No século I, o poeta grego Yuvenal escreveu uma prece que incluia a seguinte frase: "Mens sana in corpore sano", com o intuito de lembrar que para termos um corpo sadio é necessário que a mente seja sadia. A prece de Yuvenal se encerrava do seguinte modo: "... a saúde da mente e a saúde do corpo são estados altamente desejáveis, mais do que a beleza, a fortuna e o poder".

Joanna de Ângelis (Espírito) nos relembra que o pensamento é o único atributo que, por excelência distingue e caracteriza o ser humano. Só o ser humano pensa e, quando o pensamento (um atributo da alma), está em algum lugar, a alma também está, uma vez que é a alma que pensa. E, muito simplificadamente, a mentora espiritual, ressalta: "os maus pensamentos produzem doença, enquanto os bons pensamentos produzem saúde".
Pessoas estressadas, ansiosas, deprimidas e desmotivadas são mais propensas a adoecer. O pensamento é uma forma particular e extremamente poderosa de energia. Através do pensamento, podemos nos comunicar uns com os outros.

O que se grava na mente subconsciente, está programado para se tornar realidade física. O pensamento dá a ordem e o subconsciente a cumpre. Por isso, cada um de nós é o resultado dos próprios pensamentos. Todo e qualquer pensamento que o subsconsciente (ou inconsciente) aceita como verdadeiro, será fielmente cumprido. Por convencer-se de que o câncer iria vitimizá-lo, o executivo AC, instruiu o seu inconsciente para que isso se tornasse uma realidade.
REFERÊNCIA:

Joanna de Ângelis. Plenitude. Psicografia de Divaldo Franco. Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador, 1991.

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DEUS - Por EURÍPEDES BARSANULFO

 
 
 
 
Bom dia!
Sexta-feira, 08 de  junho de 2012
 
 
 
DEUS
Eurípedes Barsanulfo
 
O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a
mais genial inteligência humana; e, como todo efeito
inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a
do universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das
inteligências; a causa das causas; a lei das leis; o princípio dos
princípios; a razão das razões; a consciências das consciências;
é Deus! Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais
pronunciava sem se descobrir!
 
Ó Deus que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa
mãe, reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da criação; na
criancinha que sorri; no ancião que tropeça; no mendigo que
implora; na mão que assiste; na mãe querida que vela; no pai
extremoso que instrui; no apóstolo abnegado que evangeliza
as multidões.
 
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor do esposo; no
afeto do filho; na estima da irmã; na justiça do justo; na
misericórdia do indulgente; na fé do homem piedoso; na
esperança dos povos; na caridade dos bons; na inteireza dos
íntegros.
 
 
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vate;
na eloqüência do orador; na inspiração do artista; na santidade
do mestre; na sabedoria do filósofo e nos fogos eternos do
gênio!
 
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, na
relva dos vales; no matiz dos campos; na brisa dos prados; no
perfume das campinas; no murmúrio das fontes; no rumorejo
das franças; na música dos bosques; na placidez dos lagos; na
altivez dos montes; na amplidão dos oceanos e na majestade
do firmamento!
 
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris
multicor; nas auroras polares; no argênteo da Lua; no brilho do
Sol; na fulgência das estrelas; no fulgor das constelações!
 
 
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das
nebulosas; na origem dos mundos; na gênese dos sóis; no
berço das humanidades; na maravilha, no esplendor e no
sublime do Infinito!
 
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:
"Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos quando
cantam: "Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos Homens e
Mulheres da Boa Vontade de Deus".



Prof. Eurípedes Barsanulfo


BIOGRAFIA


Aluno do Colégio Miranda, desde cedo auxiliava os professores, explicando as matérias aos colegas de classe.
Egresso do colégio, passou a trabalhar como guarda-livros, no escritório comercial de seu pai, passando a auxiliar, também desde cedo, a manutenção do lar.


Em 1902, fundou, com seus antigos professores João Gomes Vieira de Melo, Inácio Martins de Melo e outros, o Liceu Sacramentano, onde passou a lecionar. Alguns alunos do Liceu, mais tarde, fundaram um serviço de assistência aos necessitados, denominado Sociedade dos Amiguinhos dos Pobres. Na mesma época, Eurípedes participou da fundação do jornal semanal Gazeta de Sacramento, em que publicava artigos sobre economia, literatura, filosofia, etc, estreando, assim, como jornalista.


Autodidata, adquiriu conhecimentos de Medicina e Direito, além de Astronomia, Filosofia, Matemática, Ciências Físicas e Naturais e Literatura, mesmo sem ter cursado o ensino superior.
Tornou-se líder em sua cidade por seu trabalho no magistério e na imprensa. Sua popularidade o fez eleger-se vereador, em cujo mandato, durante seis anos, beneficiou a população de sua cidade com luz e bondes elétricos, água encanada e cemitério público. Acabou renunciando ao cargo, por não concordar com uma mudança de lei que beneficiaria somente os que estavam no poder. Nessa ocasião, Barsanulfo, ainda católico, era o presidente da Conferência de São Vicente de Paulo.


O seu primeiro contato com a Doutrina Espírita ocorreu em 1903, por intermédio do seu tio, Sinhô Mariano, que, além de explicar ao sobreinho os pontos básicos da doutrina, emprestou-lhe o livro Depois da Morte, de Léon Denis.


Eurípedes encontra no livro conceitos filosóficos sobre a vida e a morte que lhe parecem corretos, e encontra, na reencarnação, nas energias e na responsabilidade de cada um a causa para os desequilíbrios físicos, morais e sociais. Mesmo com algumas dúvidas, Barsanulfo comparece às sessões espíritas e, ao ver parentes analfabetos, incorporados, falando línguas diferentes e proferindo conceitos filosóficos com grande amplitude de conhecimentos, prontifica-se, a partir dali a ser espírita e ajudar no esclarecimento e amparo aos necessitados, vislumbrando a possibilidades de ajuda a partir dos adventos que via.


Têm início então as manifestações de seu parapsiquismo (mediunismo-animismo) e também seu contato com os amparadores. Ao tentar esclarecer seus ex-companheiros e familiares católicos, foi rechaçado, contudo perseverou.
Ocorreu então uma transformação em sua vida: mudou-se da casa de seus pais e fundou o Grupo Espírita Esperança e Caridade, em 1905, onde, além de realizar reuniões mediúnicas e doutrinárias, também prestava auxílio aos mais necessitados. Foi médium inspirado, vidente, audiente, receitista, psicofônico, psicógrafo, de desdobramento e de bicorporeidade. Como médium receitista, psicografava prescrições do espírito Bezerra de Menezes.


Diversos fenômenos parapsíquicos marcaram a vida de Eurípedes, que não se negava a ajudar onde necessário e utilizava juntamente com consciências extrafísicas amparadoras de tecnologias espirituais as mais diversas em benefício da população.
Em 31 de janeiro de 1907, criou o primeiro educandário brasileiro com orientação espírita, o Colégio Allan Kardec, onde os alunos recebiam aulas de Evangelho, Moral Cristã, e, ainda, instituiu um curso de Astronomia que hoje conta inclusive com laboratórios. Foi ainda Diretor do Sanatório Espírita de Uberaba. Além de exercer a direção do colégio, o próprio ministrava aulas de Matemática, Geometria, Aritmética, Trigonometria, Ciências naturais, Botânica, Zoologia, Geologia e Paleontologia, Português, Francês, Astronomia, Inglês e Castelhano.
Barsanulfo foi perseguido por parte do clero que, aliado a um médico católico de Uberaba, moveu contra ele um processo penal sob a acusação de exercício ilegal da Medicina, em 1917, que acabou arquivado pelo juiz da comarca.


Um dos fatores que sempre foram a favor de Eurípedes foi a Educação. O Governo na época estava em progredindo na Educação, e os métodos utilizados por ele eram muito a frente de seu tempo, sendo modelo para muitos centros educacionais. Mesmo diante das dificuldades, ele executou um trabalho de empreendedorismo evolutivo com benefícios não só para Sacramento. As farmácias, o Colégio Allan Kardec e o Grupo Espírita Esperança e Caridade foram apenas algumas das obras desse homem que foi chamado "O Apóstolo do Triângulo Mineiro".
Morreu aos 38 anos, vítima da gripe espanhola. Mesmo acometido da moléstia, arrasadora para boa parte da população brasileira, Eurípedes não parou de atender aos que necessitavam


Texto - Fonte: http://www.forumespirita.net/fe/poesia/deus-euripedes-barsanulfo/
Foto - Fonte: http://wallpaper-desktop.ru/pt/preview.php?hd=36146
Biografia - Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eur%C3%ADpedes_Barsanulfo

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NOSSA SENHORA DA TERNURA

Notre Dame de la Tendresse - Sérgio Prata



Bom dia!
Segunda-feira,04 de junho de 2012



NOSSA SENHORA DA TERNURA
Texto de Dora Incontri - Doutora em Pedagogia


Controvertida questão, para muitos fechada pela resposta negativa, para outros tantos óbvia pela resposta positiva: devemos orar a Maria?

Protestantes, católicos, espíritas – os de tradição cristã – mostram posições diferentes. Para mim, podemos orar a quem nos sentimos ligados pelos laços seculares do coração.

Maria representa para milhões de almas, o aconchego divino e materno, a lembrança que reconforta o coração. Mãe atávica, milenar; mãe que representa todas as mães.

Sou sim dos oram para Maria, dos que encontram nela a ressonância de Espírito materno, sempre.

Fiz essa oração abaixo em homenagem a um quadro (que está hoje em meu escritório), do artista plástico Sérgio Prata (http://www.sergioprata.com.br/):
 
Nossa Senhora da Ternura
(Notre Dame de la Tendresse)
Maria de Nazaré,
Esteio de nossa fé,
Olhos doces, permanentes,
Estendidos sobre nós!
Olhos agudos, fulgentes,
Que nos atraem a vós!
Mãe, de tua boca santa
Flui esta voz que acalanta
A alma cansada e sedenta
Voz que refresca e que cura
E voz que nos apascenta
Fecunda toda secura!
Maria, mãe do aconchego,
Senhora, que não renego,
Mãe de toda a humanidade,
Mãe de meu Mestre Jesus!
Teu rendilhado de luz
Sutil, suave, nos cobre!
Teu coração sempre nobre
Nos acolhe com bondade!
Ainda que carreguemos
Andrajos, fel e misérias,
Ainda que te mostremos
Nossas chagas deletérias…
Tuas mãos simples, etéreas
São afago, alívio e paz
Amor que sara e refaz!
Maria, mãe da ternura
Perante tua candura
Desmancham-se densas trevas
Pois que visitas e elevas
A mais rude criatura!
Como, pois, Mãe de clemência
Dizer algo que agradeça
E humildemente entreteça
Toda a nossa reverência?
Como louvar tua glória,
Que perpassa toda a história,
Mulher vestida de luz,
Que carregaste no ventre
O homem divino da cruz?
Maria, ó mãe santíssima,
Só o silêncio é veemente,
E só meu olhar em pranto
Pode ser singelo canto
De minha alma reverente!
 
 
 
Professora Dora Incontri
 
 
Dora Incontri é paulistana, nascida em 1962. Jornalista, educadora e escritora. Suas áreas de atuação são Educação, Filosofia, Espiritualidade, Artes, Espiritismo.
 
Tem mestrado, doutorado e pós-doutorado em Filosofia da Educação pela USP. É sócia-diretora da Editora Comenius e coordenadora geral da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita. Docente de pós-graduação pela Universidade Santa Cecília.
 
Tem mais de 30 livros publicados. Livros sobre Educação, Filosofia, Espiritualidade; livros didáticos; livros psicografados.
Trabalha em prol do diálogo inter-religioso, milita por uma nova educação, que inclua interdisciplinaridade, espiritualidade, autonomina do educando, com mudança radical da escola tradicional.
 
Inspira-se nos grandes clássicos da Educação, como Comenius, Rousseau e Pestalozzi, que tinham uma visão integral do ser humano.
 
Politicamente, se põe a favor de uma transformação social global em que o ser humano seja o valor principal e acredita que possamos fazer uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna
 
 
 

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CULTIVANDO A PACIÊNCIA



Bom dia!
Terça-feira, 29 de maio de 2012


CULTIVANDO A PACIÊNCIA
Mensagem do Espírito Albino Teixeira, psicografada por Chico Xavier

Se você foi vítima de preterição em serviço, reconhecerá que isso aconteceu, em favor da sua elevação de nível;

Se perdeu o emprego, ante a perseguição de alguém que lhe cobiçou o lugar, creia que alcançará outro muito melhor;

Se um companheiro lhe atravessou o caminho, atrapalhando-lhe um negócio, transações mais lucrativas aparecerão, amanhã, em seu benefício;

Se determinada criatura lhe tomou a residência, manejando processos inconfessáveis, em futuro próximo, terá você moradia muito mais confortável;

Se um amigo lhe prejudica os interesses, subtraindo-lhe oportunidades de progresso e ajustamento econômico, guarde a certeza de que outras portas se lhe descerrarão mais amplas aos anseios de paz e prosperidade;

Se pessoas queridas lhe menosprezam confiança, outras afeições muito mais sólidas e mais estimáveis surgirão a caminho, garantindo-lhe a segurança e a felicidade.

Mas nunca pretiras, não persigas, não atrapalhes, não desconsideres, não menosprezes e nem prejudiques a ninguém, porque sofrer é muito diferente de fazer sofrer e a dívida é sempre uma carga dolorosa para quem a contrai.
Mensagem do Espírito Albino Teixeira, recebida pelo médium Chico Xavier.
Livro: "Coragem" - editora: CEC - Comunhão Espírita Cristã - Uberaba - MG

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INFERNO, CÉU E PURGATÓRIO

Jesus resgatando a ovelha perdida


Bom dia!
Segunda-feira, 28 de maio de 2012


COMO O ESPIRITISMO EXPLICA O INFERNO, O CÉU E O PURGATÓRIO?


Segundo o Espiritismo, as virtudes são eternas e os defeitos temporários. O objetivo da criatura é trabalhar incessantemente pela abolição das imperfeições e aquisição dos valores morais que eleva progressivamente o Espírito ao bem, ou à conquista do chamado "céu".

Por acreditar que o mundo espiritual é a verdadeira morada, só aqueles que se elevam ao bem, habitam as regiões celestiais ditas paraíso onde, diferente de outras religiões, o Espiritismo acredita habitarem Espíritos que trabalham na edificação do mundo novo.

Na verdade, o céu não se trata de um lugar demarcado, mas de um estado de perfeição espiritual conquistado individualmente pelo Espírito, através de seu constante esforço. O que vale dizer que uns apressam e outros retardam seu próprio progresso.

"Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras" - (Mateus 16.27).
"A felicidade suprema é prêmio exclusivo dos Espíritos perfeitos ou puros. Eles a atingem só depois de haver progredido em inteligência e moralidade" - (Allan Kardec).


Deus em sua perfeição suprema, sendo a concepção da bondade e da caridade, só pode ter criado os Espíritos para um dia usufruírem da sua glória, e não para condená-los a sofrimentos eternos. É lógico concluir que as penas eternas são incompatíveis com a justiça do Pai.

A criação do inferno cristão se origina das concepções pagãs das penas e gozos eternos, com uma grande dose de exagero. Deus condenaria sem piedade seus filhos maus a expiarem para sempre em regiões de dores e sofrimentos terríveis. Entretanto, em sua doutrina, Jesus nos trouxe um ensinamento contrário a esse pensamento :

"...Ou qual de vós, porventura, é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, porventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem" (Mateus - 7.11).


Portanto Deus, em sua infinita bondade e justiça, jamais condenaria seus filhos às penas eternas. Ao contrário, dá tantas oportunidades quantas precisamos para nosso crescimento espiritual.

O inferno, ou trevas segundo a Doutrina Espírita, é um estado de consciência compartilhado por aqueles cujos defeitos e sentimentos ruins predominam em suas personalidades, que se inclinam ao mau e nele se comprazem. São apenas irmãos imperfeitos e ignorantes, que têm o inferno dentro de suas próprias consciências e que, através de novas oportunidades dadas pelo Pai Celestial, através de sucessivas experiências encarnatórias também alcançarão a perfeição.


"E Ele lhes propôs esta parábola, dizendo: Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?
E, achando-a, a põe sobre seus ombros, e chegando em casa convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida
.

Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" - (Lucas 15.3-7).

"Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca" - (Mateus 18.14).


O chamado purgatório, por sua vez, é uma condição de sofrimento temporário para as almas que necessitam da conscientização de seus erros e ali permanecem até o arrependimento destes.

Esta idéia é defendida por várias religiões, inclusive pelo Espiritismo, com alusão ao fato de que a permanência neste estado espiritual é mais ou menos longa, de acordo com a necessidade individual de cada Espírito sofredor.

Conhecido como umbral na Doutrina Espírita, o purgatório é também um estado de espírito e não um local definido ou circunscrito onde habitam eternamente os Espíritos sofredores.

Analisando a questão por outro aspecto e levando-se em consideração que somos seres imortais trabalhando constantemente pela depuração do Espírito, pode-se compreender que cada reencarnação em mundos de provas e expiações, como a Terra por exemplo, funciona como uma "purgação" para o Espírito que almeja sempre sua felicidade em condições melhores.


"O purgatório não é, portanto, uma idéia vaga e incerta: é uma realidade material que vemos, tocamos e sofremos. Ele se encontra nos mundos de expiação e a Terra é um deles. Os homens expiam nela o seu passado e o seu presente em benefício do seu futuro" (Allan Kardec).

"Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, se não que todos venham a arrepender-se" - (II Pedro 3.8-9).


Postado por Mariângela Freitas



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